1932, 85 anos depois
A Revolução de 1932 está completando 85 anos. Foi no dia 9 de julho de 1932 que os paulistas se levantaram em armas para enfrentar a ditadura Vargas, no maior movimento armado no Brasil do século 20.
Ao contrário do que alguns trabalhos, a maioria de fora de São Paulo ou com viés comunista ou getulista, tentam fazer crer, 32 não foi uma tentativa da oligarquia paulista retomar o poder perdido com a Revolução de 1930.
1930 não foi um movimento contra São Paulo. Ao contrário, sem o auxílio do estado, dificilmente Getúlio Vargas tomaria o poder. O bote veio depois. Senhor da nação, Getúlio decidiu tratar São Paulo como terra vencida e entregou o estado para campo de experiências políticas imaginadas por alguns integrantes do movimento tenentista, que viam São Paulo como o ponto fora da curva na sociedade brasileira.
Mas o povo de São Paulo não estava disposto a abrir mão do progresso social, decorrente da diversificação econômica e do processo de imigração, iniciado mais ou menos 50 anos antes.
Os patamares sociais paulistas eram diferentes dos demais estados. E a população de São Paulo estava muito satisfeita com suas vitórias e possiblidades de progresso.
Ao se sentir ameaçada, ela tomou em armas e mobilizou o estado, em batalhões de voluntários com gente de todas as origens e classes sociais.
Três meses depois do início da luta, São Paulo perdeu no campo de batalha. Mas em 1934 o Estado criou a Universidade de São Paulo, mola propulsora e consolidadora do seu progresso.
Essa a verdadeira vitória.
Hoje, 1932 é um feriado, mas poucos lembram o que aconteceu. O Brasil apaga sistematicamente a história do Brasil. É pena, porque além de ser uma das molas que geraram nosso rápido progresso no século 20, seus ideias e valores seriam importantes para balizar os políticos e seus juízes.
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